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Alzheimer

Descoberta há 101 anos pelo neurologista alemão Alois Alzheimer, a doença de Alzheimer continua sendo um mistério a ser desvendado pela medicina, que ainda não conseguiu detectar todas as suas causas. A doença não tem um marcador biológico definido.

Alguns trabalhos afirmam que ela é causada pela proteína tau, encontrada dentro dos neurônios. Ela ocasiona a formação de estruturas chamadas novelos neurofibrilares que estão ligadas à morte das células cerebrais (neurônios). Outros estudos afirmam que as causas do transtorno seriam genéticas e desencadeadas pelos cromossomos 1, 3, 12, 14, 19 e 21, entre outros.

Acredita-se que o Alzheimer pode ser desencadeado por uma substância chamada amilóide, que forma placas senis em grande quantidade dentro e fora dos neurônios. Isto costuma ser o sinal utilizado pelos especialistas para confirmar o diagnóstico da doença. Existem também alguns fatores que podem influenciar o aparecimento da doença (chamados de fatores de risco), como a reação da pessoa diante de perdas, estresse, falta de exercícios físicos e tipo de alimentação.

Diante desses riscos é importante que o idoso consulte um médico regularmente e, que os parentes fiquem alerta a mudanças de comportamento, como agressividade, distúrbio do sono e perda de memória. O esquecimento vai além de coisas cotidianas, como esquecer a chave de casa ou o guarda-chuva em um lugar. A pessoa passa a não conseguir guardar recados, a desconhecer pessoas distantes e, com o tempo, até as que são próximas. Ela também perde a capacidade de executar hábitos motores que anteriormente sabia como fazer, como mastigar, por exemplo. Daí a necessidade de identificar logo a doença e propor práticas de estimulação.

Uma boa forma de estimular a memória do paciente é com a realização de atividades lúdicas, que tragam lembranças positivas por meio de imagens, cheiros e, principalmente por músicas, recomenda Wilma Câmara. No entanto, alerta a geriatra, é necessário que esta estimulação seja feita da forma correta por cuidadores e parentes. Eles não devem colocar a pessoa em situações de perigo ou de fazer uma escolha, porque ela não saberá diferenciar as opções. Também não devem obrigá-la a comer em horários determinados, se não tiver vontade. Neste caso, é melhor esperar algum tempo e oferecer a comida novamente.

Por outro lado, devem ser adotadas atitudes como falar sempre de frente e devagar com a pessoa que tem Alzheimer, evitar brigas e gritarias e mostrar afetividade, principalmente pelo toque. Também é importante não ridicularizar os erros e ter paciência para lidar com questões como a negação da casa onde mora. Quando isto acontecer, o ideal é levar a pessoa para dar uma volta, de forma que ela se distraia um pouco e, conseqüentemente, esqueça aquela aflição.

Sintomas
·Estágio I (forma inicial) – alterações na memória, personalidade e habilidades espaciais e visuais;

·Estágio II (forma moderada) – dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos; agitação e insônia;

·Estágio III ( forma grave) – resistência à execução de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer, deficiência motora progressiva;

·Estágio IV (terminal) – restrição ao leito, mutismo, dor à deglutição, infecções intercorrentes.

Diagnóstico
Não há um teste diagnóstico definitivo para a doença de Alzheimer. A doença só pode ser realmente diagnosticada na autopsia. Médicos baseiam o diagnóstico no levantamento minucioso do histórico pessoal e familiar, em testes psicológicos e por exclusão de outros tipos de doenças mentais. Mesmo assim, estima-se que o diagnóstico possa estar equivocado em 10% dos casos.

Tratamento
Até o momento, a doença permanece sem cura. O objetivo do tratamento é minorar os sintomas. Atualmente, estão sendo desenvolvidos medicamentos que, embora em fase experimental, sugerem a possibilidade de controlar a doença.

Recomendações

Cuidar de  doentes de Alzheimer é desgastante. Procurar ajuda com familiares e/ou profissionais pode ser uma medida absolutamente necessária.
Algumas medidas podem facilitar a vida dos doentes e de quem cuida deles:

·Fazer o portador de Alzheimer usar uma pulseira, colar ou outro adereço qualquer com dados de identificação (nome, endereço, telefone, etc.) e as palavras “Memória Prejudicada”, porque um dos primeiros sintomas é o paciente perder a noção do lugar onde se encontra;

·Estabelecer uma rotina diária e ajudar o doente a cumpri-la. Espalhar lembretes pela casa (apague a luz, feche a torneira, desligue a TV, etc.) pode ajudá-lo bastante;

·Simplificar a rotina do dia-a-dia de tal maneira que o paciente possa continuar envolvido com ela;

·Encorajar a pessoa a vestir-se, comer, ir ao banheiro, tomar banho por sua própria conta. Quando não consegue mais tomar banho sozinha, por exemplo, pode ainda atender a orientações simples como: “Tire os sapatos. Tire a camisa, as calças. Agora entre no chuveiro”;

·Limitar suas opções de escolha. Em vez de oferecer vários sabores de sorvete, ofereça apenas dois tipos;

·Certificar-se de que o doente está recebendo uma dieta balanceada e praticando atividades físicas de acordo com suas possibilidades;

·Eliminar o álcool e o cigarro, pois agravam o desgaste mental;

·Estimular o convívio familiar e social do doente;

·Reorganizar a casa afastando objetos e situações que possam representar perigo. Tenha o mesmo cuidado com o paciente de que você tem com crianças;

·Conscientizar-se da evolução progressiva da doença. Habilidades perdidas jamais serão recuperadas;

·Providenciar ajuda profissional e/ou familiar e/ou de amigos, quando o trabalho com o paciente estiver sobrecarregando quem cuida dele.

Para saber mais sobre a doença de Alzheimer e como buscar ajuda, acesse o site da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: http://www.sbgg.org.br/publico/index.asp


IMPORTANTE
Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.

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