Notícias


12/05/2014 - Na midia:Sete crianças são operadas em mutirão na Santa Casa

Transcrito da Folha da Região de Araçatuba
por Monique Bueno
 

Sete crianças foram operadas ontem pela manhã, na Santa Casa de Araçatuba, por meio do Mutirão Nacional da Cirurgia da Criança, realizado em hospitais de todo país pela CIPE (Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica). É o terceiro ano consecutivo que a Santa Casa, referência de saúde para a região de Araçatuba, participa da ação.

 

Os pacientes foram submetidos a procedimentos cirúrgicos de pequeno e médio portes, como retirada de hérnia inguinal e fimose. De acordo com o diretor clínico do hospital, Sérgio Smolentzov, a demanda é de aproximadamente 80 crianças. "Todas serão incluídas no mutirão e operadas em até três meses", destacou. Por cada intervenção cirúrgica de hérnia, Smolentzov afirma que o SUS (Sistema Único de Saúde) paga R$ 550, e de fimose, R$ 750.

 

"Desse total, 30% é repassado aos médicos e 70%, ao hospital."

As cirurgias na Santa Casa foram feitas pela equipe de profissionais composta dos cirurgiões Aimar Garcia Sanches e Adriana Oliva Hebeler, dos anestesistas Gustavo Coelho e Heitor Serafião, além de enfermeiros. Duas salas foram disponibilizadas com o intuito de agilizar os atendimentos.

 

A operadora de caixa Vanessa Regina Cini, de 23 anos, foi a primeira mãe a deixar o filho, Matheus, de um ano e sete meses, na mesa de cirurgia para retirada de uma hérnia no testículo. Vanessa contou que desde bebê o menino convivia com a hérnia, que começou a incomodá-lo há cerca de dois meses. "Ele chorou de dor e apontou o local. Levamos no Pronto-Socorro Municipal e o médico disse que eu teria que ir a um pediatra", disse. A operadora pagou uma consulta com pediatra particular, que indicou cirurgia.

 

"Marquei a cirurgia na Santa Casa, com o doutor Aimar, pela UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim TV, há uns dois meses. Graças a Deus não foi demorada e meu filho vai se sentir aliviado. Esse mutirão foi uma boa iniciativa", disse. No início da tarde, Matheus se recuperava da cirurgia, já tinha se alimentado e aguardava pela alta médica.

 

O pequeno Luiz Gustavo Moreno Barbosa, 5, estava na expectativa de operar da fimose. Ele foi o segundo a participar, ontem, do mutirão. "Estou preparado para a cirurgia", disse o menino, antes de entrar na sala do centro cirúrgico. Segundo a mãe do paciente, a vendedora Renata Abreu Moreno, 24, Luiz Gustavo reclamava bastante do excesso de pele acima da glande do pênis. "Marquei a cirurgia na UBS do bairro Seiscentas Casas, há um mês, e aconteceu bem rápido, graças ao mutirão." Luiz Gustavo também se recuperou bem da cirurgia. No ano passado, a Santa Casa beneficiou 35 crianças com a ação.

 

De acordo com a CIPE, a iniciativa do mutirão, promovido deste 2007, representa um importante caráter social, uma vez que reduz as filas de espera de crianças e adolescentes com indicação cirúrgica. "O mutirão é bem-sucedido por causa do esforço de cirurgiões pediátricos, anestesiologistas, enfermeiros e outros profissionais que, mesmo indiretamente, participam desta empreitada dedicando o seu dia para que as crianças sejam tratadas com segurança", afirma o presidente da CIPE, José Roberto de Souza Baratella.

 

No último evento, realizado em 2013, 21 serviços, de oito Estados, além do Distrito Federal, foram inscritos. Desde 2007 até hoje, mais de 4 mil crianças já passaram pelos mutirões, sendo o maior número registrado em 2010, com 862 pacientes atendidos.

Compartilhe: